Neste dia 23 de abril participei do corpo de jurados do IV festival de artes das escolas de Palmas que é uma iniciativa da Secretaria Municipal da Educação e que tem como objetivo incentivar o gosto pela leitura, revelar novos poetas além de promover a difusão da escrita e da leitura. O prefeito Raul Filho esteve presente no nício e durante o evento ao lado do secretário municipal de Educação, Dr. Zenóbio Júnior e de outras autoridades. O evento ocoreu no auditório do Colégio Vinicius de Morais na 706 sul. As modalidades que concorreram foram: poesia, oratória e contação de história.
O livro “Nos compassos de um violão” é uma ficção. Ele é marcado pela presença de um violão, e segue acompanhado pelo surgimento de uma cidade, no caso Palmas. No intróito o autor rememora sua chegada a nova capital do Tocantins, a partir da primeira visão urbanística que teve e, aorememoraros primeiros passosdesse crescimento, inicia a estória, descrevendo de modo abreviado algumas particularidadesque lhe marcou, colocando seus peculiares habitantes no papel de figurantes, completando o enredo que é abrigado pelo cenário chuvoso e quente do cerrado setentrional brasileiro. A obra não é uma autobiografia, mas um romance que mistura ficçãoà realidade vivida pelo autor. Dessa forma, ele sequencia a sua narrativa mesclando seus personagens à observação que teve do desenvolvimento dessa nova capital,que viu surgiu do nada, impressionando não somente os que fincaram o pé no seu solo, bem como os retornaram depois que recuaram ao partirem desacreditados com o seu desenvolvimento. O violão é um detalhe que fez parte da vida do escritor, o qual o inspirou a contextura do livro, colorindo a rede que envolve os seus protagonistas. Do princípio até os desenlaces, reservados ao fim do livro, esse instrumento é um personagem vivo e responsável pela aproximação de dois corações imaturos, e que também acende o conflito familiar. De preponderante valor na trama, oinstrumento influencia a estória, sendo responsável pelas leituras do início, da continuação e dos acasos que marcam seus extremos.Oleitor ao penetrar no miolo de suas páginas se sentirá estimulado a completá-lo atéconcluir que este título, delineado em sua cobertura, éo mais apropriado para batizar a obra.
Andando em Brasília contemplei por pouco tempo as nuvens brancas que formam o pano de fundo de sua arquitetura majestosa, o tempo chuvoso tornou plúmbeo o cenário que completa a fotografia da cidade. Cruzei com o trânsito de guarda-chuvas enquanto cuidava de guiar o meu amparo e não me chocar com os transeuntes. A sensação térmica trazida pelo vento me fazia fugir das marquizes para me refugiar debaixo do teto dos shoppings. No congresso havia menos do que quatro gatos pingados no meio de uma sessão de quinta-feira. Pena que não pude entrar com meu celular para fotografar aquela cena desoladora. Apesar de tudo gostei da hospitalidade do pessoal do hotel e dos conterrâneos que por aqui encontrei. A saída da rotina foi o bastante para me satisfazer, bem como o visual atrativo que esta linda cidade proporciona.
A escritora Isabel Dias Neves, a Belinha, lançou neste dia 08 de dezembro o livro Pedra e flores. O lançamento ocorreu na galeria de arte da ATM e contou com a presença de amigos, intelectuais, membros da Academia Tocantinense de Letras, da Academia Palmense de Letras e escritores tocantinenses, além do cantor Genésio Tocantins. Veja como foi no vídeo abaixo.
Depois de vários mêses sem publicar, eis que volto com novidades - um novo livro. Pois é, foi por isso que me ausentei destas páginas. Mas eu também li muita literatura durante este ano e estudei assuntos relacionados a minha profissão. Procurei me atualizar na minha carreira e voltei ao inglês que começei no tempo de secundarista, há cerca de trinta anos, e que estava encalhado, mas, não, totalmente, esquecido. Estou tentado "improve", ou seja, aperfeiçoar meu inglês, como segunda língua, evidentemente. O lançamento do livro deixarei para janeiro do próximo ano, quando as férias terminarem. Contei com o apoio de dois escritores tocantinenses que fizeram a revisão: Odir Rocha e Mário Ribeiro Martins. O livro está pronto, contudo ainda não direi o título desta vez. Deixarei para a próxima publicação como forma de aguçar a curiosidade dos meus leitores. Talvez eu não tenha muitos, mas sei que tenho alguns, fato é que fui cobrado pelo próximo livro por alguns deles, os quais leram o meu anterior, Encontro de Ilusões. A estes garanto que verão algo interessante. Aguardem...
Secretário de Educação, prof. Danilo, reunido com escritores do Tocantins
O salão do livro passará por grandes mudanças. A começar pelo novo nome, FLIT (Feira Literária Internacional do Tocantins), que como o próprio título diz terá cunho internacional e será um evento de governo e não mais apenas algo limitado a Secretaria de Educação. Essas mudanças foram anunciadas pelo secretário de Educação, professor Danilo de Melo, numa reunião com escritores na sala de reunião da SEDUC. Foram destribuídas diversos impressos, durante o encontro, os quais expõe detalhadamente seus objetivos e a perspectiva estrutural diante da ampliação do evento que ocupará 15 espaços com diversificada programação.
Algumas novidades foram apresentadas no que toca a parceria entre as Academias de Letras do Tocantins quanto a sua participação com palestrantes e oficinas. Com relação aos escritores regionais foi anunciado a destinação de trezentos mil reais para a bolsa Maximiano da Mata, a qual contemplará livros publicados no estado. Através disso serão adquiridos exemplaes para as bibliotecas das escolas da rede estadual como forma de divulgar a leitura entre os alunos, ao mesmo tempo em que se valoriza os nossos escritores. A FLIT está prevista para acontecer de 01 a 10 de julho e também terá mudanças quanto ao processo da vinda de docentes das cidades do interior, já que agora o governo irá pagar a hospedagem do professor. Outra novidade será a presença dos catadores de recicláveis que tomarão de conta do sebo, além das presenças de escritores internacionais, inclusive um prêmio nobel de literatura. Será acrescentado o escritor internacional entre os homenageados, além do nacional e regional que este ano contemplará o escritor Juarez Moreira Filho.
Na antiguidade utilizavam a fogueira, com suas colunas de fumaça para enviar mensagens através de pequenas distâncias. Em extensões maiores usavam mensageiros, a pé ou a cavalo, que demoravam dias para levar uma carta de uma localidade à outra. Por menor que fosse o percurso.
A invenção do telégrafo com a irradiação de mensagens através de impulsos eletromagnéticos, usando códigos interpretados de forma escrita foi a grande revolução no sistema de comunicação no século XVIII, que só chegou ao Brasil no século seguinte. A chegada da família real abriu caminho para que o serviço postal pudesse se desenvolver no nosso país. Com a criação dos correios e telégrafos, que passou a funcionar como empresa estatal no final da década de sessenta, os brasileiros passaram a desfrutar de um serviço de confiabilidade, à medida em que ela ampliava seu leque de serviços fazendo entregas com segurança e eficiência em qualquer cidade do país.
Talvez o correio seja uma das maravilhas do meu tempo de criança e da adolescência ao lembrar-me as cartas afetivas que ele trazia e levava, além das mensagens telegráficas que nos alegrava quando surpreendentemente batia a nossa porta. Não podemos duvidar do papel relevante dessa empresa que ainda presta grandes serviços ao nosso povo. Basta enumerar a quantidade de carteiros, funcionários, centros de distribuição e agências existentes no Brasil, encurtando distâncias.
No entanto ficamos tristes ao ver que aquele correio que antes nos causava prazer, ora nos causa insatisfação em virtude do atraso em seus serviços. Eu posso falar com a autoridade de quem vem sendo constantemente prejudicado com a demora no recebimento de minhas contas e outras correspondências.
Recentemente enviei um telegrama aos meus pais prabenizando-os pela passagem de suas bodas de ouro. Só não passei um vexame graças ao telefone, por onde pude verificar se a missiva havia chegado. Pela internet, consertei o anacronismo enviando outra mensagem através de uma das redes sociais. O telegrama só chegou ao Rio grande do Norte três dias depois. Eu poderia ter evitado esse contratempo e, antes, ter usado um desses meios de comunicação evoluídos e de grande eficiência dos nossos dias. Mas eu quis voltar ao tempo da nostalgia e relembrar aquele tempo doce e imberbe que floriu minha vida.
Nada era mais agradável do que quando o carteiro chegava, no auge da data comemorativa, e nos passava aquele telegrama que com poucas palavras nos falava tanto. Infelizmente os correios não vêm nos proporcionando mais esses encantamentos. Depois que um grupo, em que alguns deles requentam, há quarenta anos, as cadeiras do congresso nacional, passou a usá-lo como cabide do clientelismo, sua eficiência e credibilidade despencou, em prejuízo da população que ainda espera que lhe devolvam os dias comoventes de outrora. Antes que o tempo da fogueira volte transformando em fumaça toda a história esplêndida e revolucionária advinda com a invenção do telégrafo e outras benesses mais.
Festa marca lançamento do livro Encontro de Ilusões
Com a a presença das Academias Tocantinense de Letras, Palmense de Letras, Goiana de Letras e da Academia de Letras de Araguacema além de representantes da Educação da capital e da Odontologia através do Sindicato dos Cirurgiões Dentistas e do Conselho Regional de Odontologia do Tocantins, foi feita uma grande festa no dia 29 de outubro no auditório da Escola Vinícius de Morais situada na capital. Um dos pontos marcantes do evento foi a apresentação do cantor Dorivã que cantou suas canções que falam da cultura regional. E a surpresa ficou por conta da inédita Encontro de Ilusões que Dorivã compõs recentemente inspirado no romance Encontro de Ilusões. O presidente da Academia tocantinense de Letras, Eduardo Almeida, falou ressaltando a importância da obra para a cultura tocatinense, em seguida o autor, Assis Júnior, fez uma explanação da história mostrando a influência que o cristal de quartzo deixou na região e que por isso o motivou a escrever o livro.
O autor foi agraciado com uma surpresa preparada pela sua esposa, Irmânia Fontes, que apresentou um vídeo mostrando sua vida desde o ventre da mãe até os dias atuais, em forma de poesia. Em seguida o filho do autor, Albérico, fez-lhe a entrega de uma cesta de bombons recebendo o aplauso do público presente. Após uma oração feita pelo Pastor José Batista, o autor deu início aos autógrafos e o público pode compartilhar de um delicioso coffee break, finalizando aquela noite de importante realização pessoal para o escritor.
Dorivâ faz musica inspirado no romance Encontro de Ilusões
Fiquei emocionado quando o Dorivã me falou que compôs uma música com o nome Encontro de Ilusões. O Dorivã que é um cantor de renome em todo o Tocantins, leu o livro que escrevi e inspirado na história, que segundo me disse tem muita a vê com sua vida, transformou o título do meu romance no nome de sua música.
É gratificante para mim saber que meu trabalho inspirou Dorivâ, um dos maiores ícones da nossa cultura e filho de Cristalândia, cidade que também viveu o ciclo do cristal de quartzo. Terei a honra de contar com esse artista no dia do lançamento do livro. Eu até me antecipei a ele e sugeri algumas músicas do seu novo CD, de alto nível, que são lindas e estão relacionadas as coisas desta terra; como os nossos rios e outras coisas mais.
Espero contar com um bom público naquele dia e, ao som do Dorivã, me deleitar junto com o convidados, agradecendo a Deus pela oportunidade de me ver coroado com essa realização pessoal.
Assis Júnior reconstrói a vida nos garimpos de cristais no antigo norte de Goiás em seu 1º romance
21/10/10 16h11
Foto: CT Assis Junior mostra seu primeiro romance, que será lançado na terça, em Palmas
Wendy Almeida Da Redação
No dia 29, o odontólogo Assis Junior lançará a sua primeira obra literária, o romance Encontro de Ilusões. O lançamento do livro será na Escola de Tempo Integral Vinicius de Moraes, em Palmas, às 19h30. A obra conta uma história de amor e ambição nos garimpos de cristal do antigo norte de Goiás, atual Tocantins, entre meados dos anos 40 até o início dos anos 60.
O tempo em que a história retratada ocorre é no período em que a 2ª Guerra Mundial havia terminado e dava-se início à Guerra Fria. Goiás, com seu imenso território vivia alheio a tudo que se passava nos seus domínios. “E a vida naqueles rincões de Goiás mostrava-se simples com cada vez mais pessoas chegando através dos seus rios, iludidas pelos benefícios de suas riquezas. Garimpeiros, faisqueiros e prostitutas sobreviviam naquele mundo incivilizado, em função de um minério, o cristal quartzo, que, muito valorizado, era exportado para a Europa”, relatou o autor.
Segundo ele, o livro é uma ficção que presenteia o leitor com emoções através de tramas e personagens distintos criados conforme a própria realidade. “Egoísmo, vaidades, paixões, superstições, brigas e triângulos amorosos seriam impossível não acontecer naquele mundo, semelhante a um confinamento, onde os transportes eram precários e o contato com o mundo, difícil. O livro deixa o leitor refletindo sobre o destino e desatinos que marcaram esse cenário que se caracterizou por um verdadeiro Encontro de Ilusões’”, destacou Assis Júnior.
Perfil do autor Assis Júnior nasceu em Marcelino Vieira, interior do Rio Grande do Norte. Ele é formado em Odontologia pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte. Atualmente, é funcionário público do Estado do Tocantins e está à disposição do município de Palmas.